Atividades — Startup: Ideação (Brainstorm + Crazy 8s)
Este conjunto de atividades guia o seu grupo pela fase de ideação do projeto de design thinking — da formulação das perguntas “Como poderíamos?” à seleção fundamentada da ideia que será desenvolvida nos módulos seguintes. O material deste módulo é a referência para cada etapa: retorne a ele sempre que precisar lembrar as regras do brainstorm, a mecânica do Crazy 8s ou os critérios de seleção. O que o professor avaliará não é a qualidade da ideia selecionada em si, mas a qualidade do processo — a evidência de que o grupo gerou genuinamente um volume alto e diverso de ideias antes de escolher, e que a escolha foi feita com critérios explícitos e conexão demonstrável ao enunciado do problema formulado no Módulo 10.
Tarefa 1 — Formulando as perguntas “Como poderíamos?” (HMW)
Contexto
O material deste módulo explica que o enunciado do problema (POV) formulado no Módulo 10 é uma descrição do problema — e que descrições de problemas não geram ideias diretamente. O instrumento que faz a ponte entre o POV e a sessão de ideação é a pergunta “Como poderíamos?” (HMW). Uma pergunta HMW bem calibrada é específica o suficiente para excluir soluções irrelevantes, mas aberta o suficiente para admitir muitas respostas distintas. O material descreve três armadilhas comuns: a pergunta muito estreita (que já prescreve um mecanismo de solução), a pergunta muito ampla (que é tão genérica que qualquer ideia responde) e a pergunta que apenas nega o problema (que não abre espaço criativo nenhum).
Um único POV pode e deve gerar múltiplas HMWs, porque cada uma explora um ângulo diferente da necessidade do usuário e abre caminhos de ideação distintos.
O que você deve fazer
O grupo deve produzir, em texto dissertativo, duas entregas articuladas.
A primeira entrega é o conjunto de cinco perguntas “Como poderíamos?” derivadas do POV que o grupo formulou no Módulo 10. Cada pergunta deve ser acompanhada de uma justificativa que explique: de qual elemento do POV (usuário, necessidade ou insight) ela se origina; qual ângulo da necessidade ela explora — por que essa dimensão específica do problema foi escolhida como ponto de entrada para a ideação; e de que forma ela é diferente das outras quatro HMWs do conjunto. O conjunto de cinco perguntas deve ser deliberadamente diverso: cada uma deve abrir um espaço de ideação distinto, de modo que uma sessão de brainstorm baseada em cada pergunta geraria conjuntos de ideias substancialmente diferentes.
A segunda entrega é uma auto-avaliação do conjunto. Para cada pergunta, o grupo deve verificar explicitamente se ela cai em alguma das três armadilhas descritas no material — muito estreita, muito ampla, ou negação do problema — e, se for o caso, apresentar a versão corrigida com justificativa da correção.
Tarefa 2 — Conduzindo a sessão de brainstorm estruturado
Contexto
O material deste módulo descreve o brainstorm estruturado como um processo em cinco fases: geração individual silenciosa, compartilhamento em grupo, rodada de construção sobre as ideias dos outros, rodada de ideias selvagens e agrupamento por temas. As quatro regras do brainstorm — adiar o julgamento, encorajar ideias incomuns, construir sobre as ideias dos outros e buscar quantidade — não são sugestões: são as condições que tornam o processo genuinamente divergente. O material também descreve três falhas comuns em grupos de estudantes de medicina e como cada uma pode ser reconhecida durante a sessão.
A meta quantitativa do módulo é de pelo menos trinta ideias distintas por grupo antes de qualquer processo de seleção. Grupos com menos de vinte ideias na fase de divergência foram insuficientemente divergentes — independentemente de terem seguido as regras formalmente.
O que você deve fazer
O grupo deve conduzir uma sessão de brainstorm estruturado usando as HMWs formuladas na Tarefa 1 como ponto de partida e entregar um documento dissertativo que registre o processo e o resultado.
O documento deve descrever: como a sessão foi organizada — qual membro fez o papel de facilitador, como o tempo foi dividido entre as fases e quais HMWs foram usadas como entrada; o volume total de ideias geradas e a distribuição entre as fases (geração individual, compartilhamento, construção, rodada selvagem); os temas que emergiram no agrupamento — cada tema deve ser nomeado e descrito com suas ideias representativas; e pelo menos dois exemplos de ideias que emergiram especificamente da rodada de construção ou da rodada selvagem — ideias que provavelmente não teriam sido geradas sem essas fases específicas.
O documento deve também incluir uma reflexão honesta sobre o processo: alguma das quatro regras foi difícil de seguir? Houve convergência prematura em algum momento? Se sim, como o grupo percebeu e corrigiu? O material descreve esses problemas com precisão — use-o como espelho para a autoanálise.
A entrega desta tarefa é o registro da sessão — não a seleção de ideias. A seleção ocorre na Tarefa 3. Se o grupo começar a selecionar durante a sessão de brainstorm, está comprometendo a fase de divergência.
Tarefa 3 — Crazy 8s, seleção fundamentada e descrição da ideia escolhida
Contexto
O material deste módulo descreve o Crazy 8s como uma técnica de ideação rápida e visual que complementa o brainstorm: onde o brainstorm gera um campo verbal amplo de ideias, o Crazy 8s força cada membro a produzir representações visuais específicas de conceitos, em velocidade deliberadamente insuficiente para avaliação racional. O resultado é um conjunto de esboços que, frequentemente, contém ideias que não apareceram no brainstorm — especialmente aquelas que emergem depois que as opções óbvias foram esgotadas.
Após o Crazy 8s, o grupo enfrenta a fase de convergência: escolher uma ideia para desenvolver no Módulo 13. O material apresenta três técnicas de seleção (votação por pontos, pontuação ICE e matriz impacto-viabilidade) e insiste que a seleção deve ser feita com critérios explícitos definidos antes de avaliar as ideias — não por consenso informal nem por preferência do membro mais vocal.
A ideia selecionada será o insumo direto do Módulo 13 (Solução e Proposta de Valor) e deve ser descrita com precisão suficiente para que o trabalho seguinte tenha uma base sólida.
O que você deve fazer
O grupo deve produzir, em texto dissertativo, três entregas articuladas.
A primeira entrega é o registro do Crazy 8s. Para cada membro do grupo, o documento deve descrever as oito ideias esboçadas na sessão — não é necessário reproduzir os desenhos, mas cada esboço deve ser descrito em uma frase que transmita o conceito representado. O documento deve também identificar, para o conjunto total de esboços de todos os membros, quais ideias apareceram de forma convergente (em mais de um membro), quais pareceram mais surpreendentes ao grupo e quais não haviam aparecido no brainstorm anterior.
A segunda entrega é o processo de seleção. O grupo deve descrever explicitamente: quais critérios de seleção foram definidos antes de avaliar as ideias (usando os critérios descritos no material ou justificando critérios diferentes, se for o caso); qual técnica de seleção foi usada (votação por pontos, ICE ou matriz); e qual foi o resultado da aplicação dessa técnica. Se diferentes técnicas teriam levado a escolhas diferentes, o grupo deve analisar por que isso ocorreu e o que essa divergência revela sobre os critérios.
A terceira entrega é a descrição da ideia selecionada. O grupo deve redigir uma descrição precisa da ideia escolhida, respondendo: o que o produto ou serviço faz, exatamente? Para quem ele é projetado — o usuário específico do POV do grupo? Como ele aborda a necessidade identificada no POV e os pontos de dor da Jornada do Usuário? O que o diferencia de soluções que já existem? A descrição deve ser específica o suficiente para que um leitor externo entenda o conceito sem conhecer o projeto do grupo — e precisa demonstrar explicitamente a conexão com o POV formulado no Módulo 10.